Na primeira fase da construção da técnica psicanalítica, o método catártico consistia em focalizar o momento em que o sintoma se formava através da recordação e da reprodução dos processos mentais envolvidos na situação, para descarregá-los na atividade consciente. Com o método da associação livre, o objetivo era descobrir o que o paciente deixava de recordar. Para isso, Freud utilizou como recurso a interpretação, para superar as críticas e censuras do paciente identificando suas resistências. Ao tomar conhecimento de suas resistências, o paciente consegue relacioná-las às situações esquecidas, tal como preencher lacunas na memória nesse processo de conscientização.
Em seus estudos, além dos fenômenos da transferência, da resistência e da repressão, Freud fala sobre a repetição. Na verdade, a repetição está relacionada à transferência e à recordação. A repetição tem suas raízes agregadas à infância, à sexualidade e à repressão. Freud percebe no psiquismo humano a existência de uma energia pulsional e que o organismo recebe estímulos tanto externos quanto internos que representam fontes de prazer e de desprazer e terá acesso à consciência à partir de suas representações. No momento em que não houve possibilidade de representação surge a repetição para uma nova tentativa de elaboração. Como disse Freud: são as lembranças encobridoras que permanecem na superfície da mente e que através da interpretação podem ser interceptadas e extraídas. Na opinião de Freud, em seu textoRecordar, Repetir e Elaborar, o paciente mantém reprimido o que esqueceu e expressa- o pela atuação (acting out) sem saber o que está repetindo: “Por exemplo, o paciente não diz que recorda que costumava ser desafiador e crítico em relação à autoridade dos pais; em vez disso, comporta-se dessa maneira para o médico”. (pág.200)
O paciente repete durante todo o tratamento, o que Freud denomina de compulsão à repetição, sendo esta a maneira do paciente recordar. Como parte deste processo ocorre a transferência para a figura do analista e também, para todas as situações cujos aspectos se assemelham à situação atual, nas suas atitudes, nos relacionamentos ou nas atividades desempenhadas. Nesta mesma ocasião ocorre a resistência que, conforme a amplitude ditará a intensidade da atuação com o propósito de evitar expor, na personalidade manifesta, suas inibições, sintomas, atitudes inúteis e traços patológicos de caráter.
O fenômeno da repetição demonstra ao analista que a doença deve ser tratada resgatando fragmentos do passado do paciente e atualizando-os no presente. Para Freud, o que irá ditar o sucesso do tratamento será a habilidade do analista para modificar o significado da transferência, transformando-a numa neurose de transferência ao reprimir a compulsão do paciente à repetição e permitir total liberdade de ação para que as pulsões que se acham ocultas na mente do paciente possam aflorar.
Freud enfatiza que revelar ao paciente suas resistências é o passo inicial no processo psicanalítico. Ao ser informado sobre suas resistências, o paciente necessita de um período para entendê-las, consequentemente, elaborá-las e superá-las dando continuidade ao trabalho psicanalítico.
O tempo de elaboração das resistências, segundo Freud, vai exigir coragem por parte do paciente e paciência do analista. Apesar deste tempo no processo de elaboração, a técnica psicanalítica revela-se diferenciada por operar resultados eficazes no paciente.
Em seus estudos, além dos fenômenos da transferência, da resistência e da repressão, Freud fala sobre a repetição. Na verdade, a repetição está relacionada à transferência e à recordação. A repetição tem suas raízes agregadas à infância, à sexualidade e à repressão. Freud percebe no psiquismo humano a existência de uma energia pulsional e que o organismo recebe estímulos tanto externos quanto internos que representam fontes de prazer e de desprazer e terá acesso à consciência à partir de suas representações. No momento em que não houve possibilidade de representação surge a repetição para uma nova tentativa de elaboração. Como disse Freud: são as lembranças encobridoras que permanecem na superfície da mente e que através da interpretação podem ser interceptadas e extraídas. Na opinião de Freud, em seu textoRecordar, Repetir e Elaborar, o paciente mantém reprimido o que esqueceu e expressa- o pela atuação (acting out) sem saber o que está repetindo: “Por exemplo, o paciente não diz que recorda que costumava ser desafiador e crítico em relação à autoridade dos pais; em vez disso, comporta-se dessa maneira para o médico”. (pág.200)
O paciente repete durante todo o tratamento, o que Freud denomina de compulsão à repetição, sendo esta a maneira do paciente recordar. Como parte deste processo ocorre a transferência para a figura do analista e também, para todas as situações cujos aspectos se assemelham à situação atual, nas suas atitudes, nos relacionamentos ou nas atividades desempenhadas. Nesta mesma ocasião ocorre a resistência que, conforme a amplitude ditará a intensidade da atuação com o propósito de evitar expor, na personalidade manifesta, suas inibições, sintomas, atitudes inúteis e traços patológicos de caráter.
O fenômeno da repetição demonstra ao analista que a doença deve ser tratada resgatando fragmentos do passado do paciente e atualizando-os no presente. Para Freud, o que irá ditar o sucesso do tratamento será a habilidade do analista para modificar o significado da transferência, transformando-a numa neurose de transferência ao reprimir a compulsão do paciente à repetição e permitir total liberdade de ação para que as pulsões que se acham ocultas na mente do paciente possam aflorar.
Freud enfatiza que revelar ao paciente suas resistências é o passo inicial no processo psicanalítico. Ao ser informado sobre suas resistências, o paciente necessita de um período para entendê-las, consequentemente, elaborá-las e superá-las dando continuidade ao trabalho psicanalítico.
O tempo de elaboração das resistências, segundo Freud, vai exigir coragem por parte do paciente e paciência do analista. Apesar deste tempo no processo de elaboração, a técnica psicanalítica revela-se diferenciada por operar resultados eficazes no paciente.
Parabéns! Adorei seu texto! Ótimo conteúdo e muito bem esclarecido...
ResponderExcluirQue bom! Muito obrigada pelo comentário! Abraço
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