Há um pouco mais de 12 mil anos, os animais
começaram a ser domesticados. Cães e gatos passaram a ocupar um lugar dentro do
núcleo familiar. Ainda mais com o avanço da ciência e da tecnologia, foi
possível descobrir como são perspicazes e importantes para promover bem-estar e
saúde às pessoas.
Com eles aprendemos a cuidar, a ter compaixão,
tolerância, nos tornamos mais disciplinados, organizados e higiênicos. Exercitamos
a troca de afeto diária, descobrimos o amor incondicional e a diversão. Sim, a
diversão! Mesmo os humanos mais sisudos, não resistem aos encantos de um pet! Ainda
mais quando ele traz a bolinha até você, automaticamente, você se vê compelido
a arremessá-la. Quando se dá conta, sua criança interior despertou e você está
brincando e se divertindo!
Quem tem um animal de estimação tem alegria! E as
conversas? São excelentes companheiros e ouvintes. Cães e gatos ganharam status
de quase humanos. Pena não possuírem o domínio da linguagem. Embora alguns pareçam
verbalizar “I love you!” ou “Magoou!”.
Normalmente, meus gatos Freud e Anakin interagem
comigo miando ou ronronando. Ao cumprimentá-los todas as manhãs, eles parecem
responder “Olá!”. Cães e gatos se adaptaram super bem aos costumes dos humanos,
até mesmo a alimentação. Conheço um cãozinho chamado Scooby que adora brócolis
e tomates. A Mia é uma gata bastante exigente e o Gadie um gato charmoso e
cheio de melindres.
Descobriu-se que os animais têm um valor
terapêutico inestimável. Em contato com eles, ao abraçá-los ou acariciá-los, ocorre
a produção de neurotransmissores que dão sensação de prazer e de bem estar,
aumenta a imunidade, regula os níveis de colesterol e a pressão arterial, diminuindo
os riscos de problemas cardíacos, além de combater o estresse e controlar a
ansiedade.
Crianças que crescem com um animal de estimação,
aprendem logo cedo a respeitar a natureza e tornam-se mais resistentes a
alergias. Meu neto está crescendo com a Mini, uma cachorrinha muito carinhosa e
sensível que cuida dele como se fosse sua cria.
Quer conhecer uma família? Observe o comportamento
dos animais de estimação. Eles desenvolvem hábitos compatíveis com os costumes
do ambiente e, melhor que isso, com muita sutileza, sinalizam quando algo não
vai bem porque pressentem o perigo ou quando alguém precisa de cuidados da
saúde.
Na década de 50, a psiquiatra Dra. Nise da Silveira
cuidava de vários gatos e utilizava-os como co-terapeutas nos tratamentos dos
pacientes psiquiátricos. Hoje em dia, muitos animais são co-terapeutas em diversos
tipos de tratamentos como portadores da síndrome do autismo, pacientes com
câncer, portadores de Alzheimer, pacientes com limitações físicas ou mentais.
Cães são treinados e são imprescindíveis para resgates em desastres e
investigações policiais. Há pouco tempo, cães e gatos ganharam espaço nos meios
de transportes, também são aceitos em hotéis, shoppings e em centros comerciais.
Por sorte, existem leis rígidas que os protegem dos maus tratos.
Quem tem um pet concordará comigo, eles são
espontâneos, não fazem distinção, não são preconceituosos, não mentem, são
leais e são, verdadeiramente, os melhores amigos.
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